A Prefeitura de Maringá e a diretoria do IDR informaram que o instituto vem sendo usado para custear os gastos do Codem desde sua criação da entidade, em 1996. Segundo ambos, o IDR funciona como a pessoa jurídica do Codem. Eles também afirmaram que não há irregularidades nos convênios e tudo será explicado ao Tribunal de Contas do Paraná.
O Chefe de Gabinete da Prefeitura de Maringá, Ulisses Maia, explicou que o repasse vem sendo feito dessa forma há anos e o TC nunca havia identificado como irregular. ''Em todas as administrações anteriores o repasse ocorreu dessa forma. Nossa administração apenas deu continuidade ao que vinha sendo feito'', ressaltou.
Segundo ele, com esse novo entendimento do TC, a prefeitura já está estudando outra forma para fazer o repasse de recursos ao Codem, uma vez que ele está previsto em Lei Municipal através do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico. Ele também adiantou que os R$ 650 mil já aprovados para o IDR, em 2008, pela Câmara de Vereadores, não serão pagos diretamente ao instituto. ''Esse pagamento já está cancelado'', afirmou. A cobertura dos gastos do Codem, informou Maia, será feita pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio.
O presidente do IDR, José Carlos Barbieri, disse que o instituto já está ciente dos problemas apontados pelo TC em relatório de inspeção, mas oficialmente ainda não foi notificado. De acordo com ele, tudo será explicado com clareza durante a defesa apresentada ao TC. Barbieri também lembrou que o IDR foi criado há 14 anos e o Codem há 11. Como o conselho tem caráter consultivo e deliberativo, o instituto acabou sendo usado como pessoa jurídica para o conselho e mediador dos projetos desenvolvidos em prol do município. ''O Codem não é uma pessoa jurídica e por isso foi feita a opção pelo IDR nesse sentido. Os recursos são usados para pagamento de projetos e pessoal técnico, uma vez que a maioria dos membros trabalha de forma voluntária'', revelou.
Barbieri ainda lembrou que todas as contas municipais anteriores, inclusive a de 2005, foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal de Contas. ''Nossa diretoria é formada por empresários que trabalham de forma voluntária. Não há gastos irregulares e tudo será explicado na defesa'', completou.
A vereadora Marly Martin afirmou que pretende fiscalizar com mais detalhamento todos os repasses feitos ao Codem e ao IDR ao longo dos anos. (G.F.)

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