O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) sinalizou ontem em entrevista à imprensa que o projeto de lei que obriga a presença de cobradores no transporte coletivo da cidade pode ser vetado. A Câmara aprovou a proposta anteontem e agora o texto segue para sanção ou veto do Executivo. Segundo Barbosa, o projeto tem vício de iniciativa, ou seja, não poderia ter sido proposto pelo Legislativo.
Os vereadores aprovaram, em primeira e segunda discussão, o substitutivo do projeto por unanimidade. Tanto a matéria original, do vereador Marcelo Belinati (PP), que estabelecia a obrigatoriedade de permanência de um cobrador para cada ônibus do município, quanto o substitutivo, do vereador Ivo de Bassi (PTB), que acrescentou no texto que a nova regra atingirá apenas os ônibus convencionais no horário compreendido entre 5 horas e 19 horas, receberam apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol).
Mas, segundo o prefeito, o projeto tem caráter político, já que ''a decisão de extinguir a função de cobradores é de 2006, quando as empresas assinaram contrato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização''. Além disso, o chefe do Executivo reforça que há vício de iniciativa e que por isso enviará o texto para análise da procuradoria do município. ''Se a procuradoria alegar que tem vício, ele não pode ser sancionado'', finalizou.
Se a matéria for vetada, ela volta para a Câmara, que pode derrubar ou manter o veto do prefeito. Se o impasse continuar, o Executivo pode entrar ainda com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

mockup