Executivo de Carambeí aluga prédio do prefeito
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quarta-feira, 02 de novembro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Acusado de improbidade administrativa, o prefeito de Carambeí (Centro-Oriental), Osmar Rickli (PSDB), é alvo de uma ação civil pública proposta ontem pelo Ministério Público do Paraná. O prédio e o estacionamento da prefeitura de Carambeí são de propriedade do próprio Rickli, que como prefeito aluga o espaço para funcionamento da administração pública. Esse tipo de negócio é proibido pela Lei Orgânica Municipal, a partir do momento da diplomação do prefeito eleito.
De acordo com o promotor de Justiça Paulo Conforto, autor da ação, o aluguel do espaço ocorre desde janeiro de 2005, ao custo de R$ 10.562,50 ao mês. Entretanto, se o aluguel for pago até a data determinada em contrato, existe um desconto de mais de R$ 2,1 mil. ''Averiguamos que em muitos meses essa condição não foi aproveitada. A quantia exata gasta pela prefeitura no aluguel nós vamos apurar com perícia'', informa o promotor.
Na ação, o promotor pede à Justiça que Rickli perca o cargo e que tenha os direitos políticos suspensos pelo período de oito a dez anos, além da devolução de R$ 824 mil, valor que o prefeito teria recebido até agora com a locação dos imóveis. O ex-prefeito Alci Pedroso de Oliveira, que em 30 de dezembro de 2004 assinou um dos contratos de locação com Rickli, já eleito na época, também está sendo processado. A promotoria considera que ele sabia da irregularidade.
Por meio de nota oficial, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que Rickli está ''muito traquilo'' em relação à ação do MP e que vai responder a todas as dúvidas da promotoria, fornecendo documentos. A prefeitura alega que o prédio de propriedade de Rickli é o único local do município que atende as exigências do governo municipal e que o contrato foi firmado antes da gestão dele. ''Esse contrato já foi objeto de fiscalização por parte da Câmara Municipal e existe procedimento para verificação de sua regularidade'', diz a nota. Ainda de acordo com a versão da prefeitura, o preço cobrado pelo aluguel é compatível com o valor de mercado.


