Curitiba - O governo do Paraná cumpriu em 2014, pela primeira vez na gestão do governador Beto Richa (PSDB), o investimento mínimo constitucional de 12% em saúde. Conforme o balanço apresentado ontem pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, o setor recebeu 12,29% da receita líquida de impostos (RLI). O índice corresponde a R$ 2,84 bilhões, um aumento nominal de 9,54% em relação ao mesmo período de 2013.
O Executivo também informou que aplicou mais R$ 164 milhões referentes ao exercício anterior, para cobrir o percentual não atingido em 2013. Já em educação, a administração aplicou R$ 7,9 bilhões, o que representa 34,3% da (RLI), acima dos 30% obrigatórios. A variação em relação ao mesmo período de 2013 foi de 7,6%.
Por outro lado, dos quase R$ 36 bilhões arrecadados em 2014 pelo governo, R$ 21,1 bilhões foram utilizados para pagamento de servidores ativos, inativos e pensionistas. Com isso, a gestão voltou a extrapolar o limite prudencial, de 46,55%, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal. O Executivo comprometeu 46,76% da sua receita corrente líquida (RCL) neste quesito. Costa atribuiu o problema ao fato de o governo ter concedido reajustes de até 60% para diversas categorias entre 2010 e 2014. Quanto à dívida com fornecedores, que hoje chega a R$ 1,3 bilhaõ, ele disse que aguarda a aprovação das mensagens fatiadas do "pacotaço" fiscal para estabelecer um cronograma de pagamento. (M.F.R.)

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