A aparente tranquilidade da última sessão do ano da Câmara Municipal de Londrina nessa quinta-feira (21) - que recebeu o prefeito Marcelo Belinati (PP) para um balanço do seu primeiro ano de gestão – foi um contraponto em relação às duas semanas mais agitadas de debates acolorados nas comissões e em plenário. Foram necessárias quatro sessões extraordinárias para dar vazão aos inúmeros projetos do Executivo que estavam tramitando, além dos que chegaram em caráter de urgência em dezembro.

Dos 306 projetos que tramitaram em 2017 no Legislativo, 72 foram de autoria do Executivo, sendo que 23 (quase um terço) foram debatidos nessa reta final do ano. As outras 234 matérias foram de autoria dos parlamentares. Só neste ano, foram sancionadas 130 leis pelo prefeito de Londrina e outros 40 projetos aprovados seguiram para sanção e as leis deverão ser promulgadas.

O líder do prefeito na Câmara, Péricles Deliberador (PSC), considera que a principal foi em relação às medidas de ajuste fiscal encaminhadas à Casa. "Eu quero parabenizar os vereadores que compreenderam a dificuldade financeira e analisaram que os projetos são importantes para a cidade."

Em geral, o Executivo conseguiu ampla maioria em relação aos projetos de seu interesse e pouca oposição no Legislativo. Em 2017, apenas dois projetos não prosperaram. A matéria que pretendia colocar a tarifa de lixo na fatura da Sanepar para 2018 foi rejeitada e a isenção do IPTU por dois anos para novos loteamentos também não passou pelo crivo da maioria, ambos colocados em discussão nesta semana. Porém, os projetos de maior impacto financeiro saíram vitoriosos: como alteração na PGV e a restrição no passe livre. "Nós respeitamos o entendimento diverso do nosso e vamos continuar trabalhando com o mesmo afinco", afirmou Deliberador.

Para presidente da Câmara, Mario Takahashi (PV), a pauta mais "inchada" neste período próximo ao recesso parlamentar não atrapalhou a discussão mais plural dos projetos de lei. "A LOA (Lei Orçamentária Anual) e a próprio passe livre foram votados só agora, mas já tramitam na Casa faz bastante tempo, foram discutidos em audiência pública e pelas comissões e as reuniões são abertas a população." Ele também considerou natural o encaminhamento das matérias, urgentes mais perto do final do recesso parlamentar e de um segundo semestre mais agitado.

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