Brasília - Segundo os governistas, porém, só a executiva nacional do partido tem o poder de convocar a convenção ordinária que dará a palavra final sobre a candidatura própria. E na executiva, diz Ney Suassuna, os governistas, somados aos independentes e ao grupo que prefere uma aliança com Alckmin, têm maioria folgada de 11 votos a quatro.
''Candidatura própria é assunto morto no partido e essa convenção extraordinária não passa de manobra diversionista de quem não tem o que fazer'', diz o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), certo de que esta convenção não será realizada, até porque não teria valor jurídico para decidir sobre candidaturas.
Na verdade, a iniciativa de Garotinho acabou atropelando uma articulação dos próprios governistas com setores que defendem a candidatura própria, para matar de vez o assunto. A idéia era antecipar a convenção em um grande acordo para descartar a tese do candidato do PMDB ao Planalto, dando uma saída honrosa para o senador Pedro Simon (PMDB-RS) desistir da disputa e assumir sua candidatura ao Senado. (C.S./AE)

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