Executiva nacional pode decidir nome de vice
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de junho de 1998
Patrícia Zanin 
A definição sobre a candidatura de vice do senador Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado poderá ser feita pelas executivas nacionais do PT e do PDT, partidos que brigam pela vaga. Foi o que voltou a defender ontem o presidente do diretório regional do PDT, Nelton Friedrich. Não estou advogando a tese de que tem de ser essa a saída, mas como a coligação está diretamente ligada à questão nacional, não custa nada consultar as duas direções, disse Friedrich. Os partidos ainda não chegaram a um acordo. A única novidade é que não temos novidade, brincou o pedetista.
Para o presidente do diretório regional do PT, Roberto Salomão, o ideal seria esgotar as negociações no Estado. Ainda temos tempo para conversar com muito café e chimarrão. O clima é cordial, a discussão é de alto nível e a prioridade é a questão nacional, disse ontem. Ele aposta em consenso entre os dois partidos.
Nos bastidores, a demora de definição de PT e PDT mostra vínculo direto com a definição do futuro político do ex-governador Álvaro Dias. PT e PDT estarão perdidos se disputarem espaço com o Álvaro para o Senado, afirmou um líder. Para o deputado federal Ricardo Gomyde (PCdoB), cujo partido também integra a aliança com Requião, não importa se o vice sairá do PT ou do PDT. Mas a definição tem que ser rápida porque a campanha começa logo. A convenção do PCdoB definiu o nome de Gomyde à reeleição e dois candidatos à Assembléia Legislativa: a vereadora Ortência Rosa, de Ponta Grossa, e Marlei Ferreira, ex-prefeito de Ibaiti. O PCdoB irá coligar na proporcional com o PT.


