Os deputados federais paranaenses Afonso Camargo (PFL-PR) e Werner Wanderer (PFL-PR) foram confirmados ontem, na convenção nacional do PFL, como representantes do Paraná na executiva nacional do partido. Wanderer já era o 2º tesoureiro e foi reconduzido ao cargo. O ex-ministro dos Transportes Afonso Camargo, que nunca havia participado da executiva nacional, ficou como vogal.
O prefeito de Pato Branco, Alceni Guerra, que antes ocupava a suplência, foi nomeado diretor do Instituto de Pesquisa Tancredo Neves. Segundo Camargo, a nomeação de dois paranaenses entre os 15 integrantes da Executiva demonstra o prestígio do Estado junto à cúpula nacional. ‘‘Acho que saímos fortalecidos desta disputa’’, afirmou o deputado.
Apesar do prestígio para conquistar vagas na executiva nacional, os paranaenses ainda não conseguiram emplacar o nome do governador Jaime Lerner como o candidato à presidência da República em 2002. ‘‘Os peefelistas acham que o nome de ACM é o mais viável para a conquista da presidência no ano 2002, mas nenhum nome foi fechado’’, preferiu dizer Camargo, ao comentar a indicação do senador presidente do Congresso como provável candidato. O senador baiano figura em terceiro lugar na último pesquisa CNT-Vox Populi, divulgada nesta semana. Mesmo assim, há outros pretendentes para disputar a sucessão de Fernando Henrique: Lerner, ACM, Roseana Sarney e Marco Maciel.
Durante o discurso na convenção, Lerner conclamou o partido a se expandir mais no País, criando propostas de geração de empregos, fazendo o ajuste fiscal e a reforma do Estado. ‘‘É necessário lutar para eliminar o engessamento da criatividade, das cidades e dos governos estaduais’’, alertou o governador paranaense.
ObjetivoDe acordo com Camargo, o PFL irá buscar estratégias para conquistar o maior número de municípios brasileiros nas eleições do ano que vem. ‘‘Este será o maior teste para o nosso partido e o sucesso da sucessão presidencial depende do fortalecimento do PFL em todos os Estados brasileiros’’, afirmou o deputado.

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