Executiva do PT pune deputados que não votaram PEC antinepotismo
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sexta-feira, 21 de abril de 2006
Adriana De Cunto e Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os quatro deputados estaduais do PT que se ausentaram da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proibia o nepotismo no Paraná receberão uma censura pública do partido. A decisão de punir Angelo Vanhoni, Natálio Stica, Hermas Fonseca e Pedro Ivo Ilkiv foi tomada ontem, durante executiva estadual do PT, realizada em Curitiba. A PEC, que tinha sido apresentada pelo deputado Tadeu Veneri (PT), foi rejeitada pela Assembléia Legislativa em segunda votação, na última terça-feira. Os quatro votos dos petistas teriam aprovado a proposta.
O presidente do PT-PR, deputado estadual André Vargas, disse no final da tarde de ontem que a censura pública é uma forma de punir os quatro deputados por indisciplina, já que eles votaram contra a bancada. Vargas ainda não sabia de que maneira o partido encaminhará essa censura pública.
Apesar deles terem se ausentado da votação, beneficiando outra PEC contra o nepotismo apresentada pelo governador Roberto Requião (PMDB), o presidente do PT do Paraná procura deixar claro que os quatro deputados querem o fim do nepotismo. Segundo ele, a executiva estadual do partido vai fazer uma série de reuniões com a bancada petista na Assembléia Legislativa para garantir a aprovação de mecanismos que proíbam o nepotismo. Não perdemos a oportunidade de acabar com o nepotismo. Ainda há duas PECs tramitando na Casa. Agora vamos adequar as inconstitucionalidades na PEC apresentada pelo governador Roberto Requião.
Segundo Vargas, na votação da PEC, houve apenas reunião da bancada do partido na Assembléia. Agora vamos cuidar melhor da bancada para que ela aja de forma unitária, afirmou Vargas.
O deputado disse não acreditar que o episódio vá interferir na unidade do partido para as eleições deste ano. Todos, mesmo os que não votaram na PEC, estão unidos pelas convergências, que são as candidaturas à presidência, ao governo do Estado e ao Senado. A questão do nepotismo não é a mais relevante no Paraná, afirmou.
Além da PEC apresentada por Requião, ainda tramita na Casa uma proposta do deputado Nereu Moura (PMDB). A comissão especial que analisará o texto da PEC do governador está sendo formada.


