Executiva do PT pede um ano de gancho a Virgílio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de março de 2005
Folhapress 
Brasília - A Executiva Nacional do PT decidiu na tarde de ontem indicar ao Diretório Nacional do partido a suspensão de um ano das atividades partidárias do deputado Virgílio Guimarães (MG), em razão da sua candidatura avulsa à presidência da Câmara. Dos 19 integrantes da Executiva, 14 votaram pela suspensão de um ano, dois se abstiveram, dois votaram pela expulsão do deputado mineiro e um não participou da votação. A decisão será agora analisada pelo Diretório do partido, que deve se reunir no final de abril.
Virgílio é apontado por setores do PT como um dos principais responsáveis pela derrota do candidato petista Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), que perdeu a eleição para Severino Cavalcanti (PP-PE). O mineiro contrariou decisão da bancada do PT e se lançou candidato independente.
A decisão não exclui a possibilidade de Virgílio se candidatar para as eleições de 2006. ''Ele não terá direito a ser votado e a votar no partido, além de não poder participar de comissões na Câmara dos deputados. O Diretório Nacional vai agora avaliar esse encaminhamento dado pelo partido'', disse o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral.
De acordo com o senador, os integrantes da Executiva discutiram desde a manhã de ontem duas alternativas: 12 ou 18 meses. ''Estávamos discutindo entre 12 e 18 meses e acabou prevalecendo os 12 meses, que é uma coisa factível, até porque os 18 meses trariam outras consequências para o próprio trabalho e projetos do deputado Virgílio. Essa punição é sensata e lúcida.''
Virgílio Guimarães recebeu ''aliviado'' a informação da a suspensão das atividades partidárias por um ano, segundo Romênio Pereira, integrante do PT mineiro e um dos vice-presidentes da sigla. ''Ele se mostrou aliviado. Ficou surpreso. Em um ano, se ele souber trabalhar, pode voltar para dentro do PT'', disse. Pereira disse ainda que a decisão agrada ao PT mineiro, já que era esperada uma punição maior a Virgílio, impedindo assim o deputado de concorrer às eleições de 2006.


