Executiva do PT aprova decisão de apoio ao mínimo
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segunda-feira, 24 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A Executiva Nacional do PT aprovou ontem, em São Paulo, por 12 votos a cinco, uma resolução de apoio à proposta do governo de elevar o valor do salário mínimo para 260 reais. Apesar dos votos contrários, o presidente nacional do partido, José Genoíno, disse que a executiva nacional ''fechou questão'' sobre o valor e que a bancada petista no Congresso deve acatar a decisão. Genoimo afirmou esperar que ''todos ou quase todos os parlamentares'' votem no mínimo de 260 reais, mas se negou a responder se os petistas que votarem contra a administração serão punidos.
''Serei paciente nesse diálogo, nesse convencimento'', afirmou, após a reunião. Ainda nesta semana, ele deve reunir-se com as bancadas da legenda na Câmara dos Deputados e no Senado para apresentar, formalmente, a deliberação da executiva.
Ao lado de Genoino, o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), respaldou as declarações em favor da aprovação do mínimo de 260 reais, mas admitiu as dificuldades. ''É evidente que há uma tensão na bancada'', disse, referindo-se à resistência de um grupo que é contra o valor proposto pelo Poder Executivo e que apresentou três destaques que propõem uma elevação superior (280, 295 e 300 reais).
''Vamos trabalhar para que haja unanimidade do voto'', declarou o presidente nacional do PT. ''Não está na nossa agenda discutir punição.'' Além de ter ''fechado a questão'' sobre o aumento, a determinação da comissão executiva reconheceu, formalmente, que os parlamentares petistas ''têm o direito de expressarem suas opiniões individuais sobre o reajuste do salário mínimo e de formularem suas justificativas''.
Na prática, isso implicaria em seguir a decisão da sigla, votar com o Executivo e, durante a votação, fazer um discurso contrário ao valor do aumento. Defensor de um mínimo de 300 reais, o deputado Ivan Valente (PT-SP) participou do encontro na condição observador, uma vez que não é membro, e, ao sair, demonstrou que não será fácil convencer todos os petistas a votarem com o governo do presidente Lula.
''É um grave erro político aceitar esse valor'', disse, sugerindo que a agremiação e a bancada alterem ''coisas que são tabu'', como o superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo-o para que haja recursos a uma elevação maior. ''O governo faz escolhas. Seria muito conformismo político aceitar que esta discussão está encerrada'', afirmou, a uma pergunta sobre declarações do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de que 260 reais é o valor máximo de acréscimo possível.


