Executiva do PSB decide expulsar Anthony Garotinho
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Agência Folha 
Brasília - A Executiva Nacional do PSB decidiu ontem expulsar do partido o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. O mecanismo encontrado foi não aceitar a renovação de sua filiação, já que a legenda está em fase de recadastramento até o dia 30. O estopim para a expulsão foi a organização de um ato público contra o governo Lula pelo ex-governador do Rio, na semana passada, já que o partido faz parte da base de apoio ao governo federal. O desgaste de Garotinho dentro do PSB, porém, já vinha de longa data. Garotinho não seguia as orientações do partido.
''Fazer ato público em troca de sanduíche e ônibus fretado não representa a forma de mobilização do PSB'', disse o deputado Beto Albuquerque (RS), que é vice-líder do governo e um dos vice-presidentes da legenda. A medida encontrada para tirar Garotinho do partido é mais simples e rápida do que abrir um processo disciplinar contra ele na Comissão de Ética da legenda, o que garantiria 60 dias de ''processo midiático'' para o ex-governador, segundo dirigentes do PSB. Dos 22 integrantes da Executiva, 16 estavam presentes na reunião de ontem. O não-recadastramento do secretário de Segurança Pública do Rio não chegou a ser votado, porque a decisão foi acatada por todos.
Garotinho disse que considera ''estranho'' ser expulso do PSB pelo que chamou de ''ato de coerência''. ''Não há precedente na história de alguém ser expulso porque cumpriu o programa de seu partido'', disse ele, de acordo com nota divulgada ontem pelo PSB do Rio.


