Executiva do PMDB fecha questão a favor do nepotismo
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A executiva estadual do PMDB fechou ontem questão e se posicionou contra a qualquer iniciativa do Poder Legislativo em tentar regulamentar o fim do nepotismo no Paraná. De acordo com o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli, os peemedebistas usaram como base decisões judiciais que entendem que a iniciativa de modificações dos critérios para contratação de cargos em comissão do Poder Executivo é atribuição exclusiva do governo do Estado. Ou seja, apenas o próprio governo é quem poderia fazer mensagens para encaminhamento à Assembléia Legislativa sobre o tema.
Com a decisão, que foi embasada nos argumentos do assessor jurídico do PMDB, Clóvis Costa, nenhum parlamentar do partido poderá ser favorável a leis que versem sobre o tema. ''Mas nada faremos até que seja analisada a validade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tramita na Assembléia Legislativa'', ponderou Romanelli. Dois deputados do PMDB assinaram a proposição: Reinold Stephanes Júnior e Edson Strapasson. E apesar da decisão da executiva estadual, a bancada do PMDB ainda tem que deliberar sobre o tema. Anteontem, uma reunião da bancada teve que ser cancelada em função da demora na sessão ordinária da Assembléia.
A PEC, apresentada pelo deputado Tadeu Veneri (PT), foi questionada por ter apenas 18 assinaturas, sendo que uma delas foi identificada erroneamente como sendo do deputado Edgar Bueno (PDT). A assinatura também não coincide com de nenhum outro parlamentar. Veneri sugeriu que fosse feito um exame grafotécnico para se descobrir o verdadeiro autor da assinatura. Mas, ontem, o presidente do Legislativo, Nelson Justus (DEM), negou a possibilidade do exame grafotécnico e fixou um prazo de 24 horas para que Veneri indique os nomes dos deputados ''que subscreveram a PEC, bem como, a respectiva assinatura de cada um''. (Colaborou Catarina Scortecci/Equipe da Folha)


