Brasília- A Comissão Executiva Nacional do PFL decidiu fechar questão em torno do valor de R$ 275 para o salário mínimo. Esse é o valor que está implícito no parecer do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), relator da comissão especial que analisa a medida provisória do governo, que propôs um salário de R$ 260, valor que já está vigorando, provisoriamente desde 1º de maio. A decisão pefelista foi unânime e, segundo o líder do partido na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), a bancada de 63 deputados votará em peso no mínimo de R$ 275.
Ao defender o mínimo de R$ 275, Aleluia criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou o gasto ''supérfluo' de aproximadamente R$ 170 milhões com o novo avião presidencial, dinheiro que, na opinião do pefelista, poderia ser canalizado para dar um aumento maior para o salário. ''Nós achamos possível, basta o presidente parar de fazer gastos supérfluos. Esperamos que o presidente Lula volte a se lembrar do tempo em que ele diz ter passado necessidade. Eu acredito que quem passa necessidade não vai querer que os outros passem também. A menos que ele comece a acreditar que as pessoas estão fingindo que estão com fome só para atrapalhar o governo dele'', declarou Aleluia.
Questionado se a oposição conta com o apoio de alguns deputados da base, insatisfeitos com o valor de R$ 260 proposto pelo governo, o pefelista disse que sim e tornou a criticar Lula e os congressistas mais afinados com o Palácio do Planalto. ''Nós contamos com os votos de todos que enxergam a rua. Uma boa receita da política é ficar com um olho no rei e ou outro na rua. É evidente que a base do governo parece que está olhando mais o rei (Lula), mais o palácio (do Planalto) do que a rua. Se a base do governo for à rua vai ver que o povo não quer R$ 260. A rua quer R% 275, se não puder ser mais'', afirmou Aleluia.

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