Executiva acata sugestões da comissão de sindicância
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terça-feira, 22 de julho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Apesar da resistência de parte dos integrantes, a executiva nacional do PT acatou a maioria das sugestões da comissão de sindicância que apurou as denúncias do economista Paulo de Tarso Venceslau. Foram quase seis horas de reunião, que terminou na madrugada. As resoluções ainda dependem de aprovação do diretório nacional, que se reúne dia 8 para analisar o caso.
Divulgado ontem pela manhã pelo presidente nacional do partido, José Dirceu, e pelos três integrantes da comissão - o deputado Hélio Bicudo, o vereador José Eduardo Martins Cardozo e o economista Paul Singer -, o relatório isenta Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão considerou que o líder petista não interferiu na contratação da Consultoria de Empresas e Municípios (CPEM) por prefeitura petistas, como acusou Paulo de Tarso.
O relatório recomenda, porém, a abertura de duas comissões de ética. Uma para analisar a conduta de Paulo de Tarso - pela forma caluniosa como divulgou suas denúncias. Outra, para avaliar o comportamento do empresário Roberto Teixeira, filiado ao PT, que teria usado da amizade com Lula para intermediar a contratação da CPEM pelas prefeituras petistas. A comissão considerou que Teixeira cometeu abuso de confiança e os termos do relatório foram mais duros contra ele do que em relação a Paulo de Tarso.
Integrantes da executiva discordaram da divulgação do relatório e alguns saíram em defesa de Teixeira, considerando as medidas sugeridas contra o empresário muito rígidas.
Paulo de Tarso, apesar de ter de enfrentar a comissão de ética, considera-se vitorioso. O relatório dá indícios de que as minhas denúncias tinham fundamento.


