Arquivo FolhaNada feitoApolinário, relator da lei eleitoral: ‘‘Meu relatório será feito no plenário e não no Planalto’’Excluído da reunião do comando da comissão especial da lei eleitoral no Palácio do Planalto, após ter sugerido em tom jocoso que o presidente Fernando Henrique Cardoso usasse o número 171 (artigo que define o crime de estelionato no Código Penal Brasileiro) para identificar sua candidatura à reeleição, o relator da proposta, deputado Carlos Apolinário (PMDB-SP), terá de ouvir os líderes e fazer alguns ajustes em seu relatório. ‘‘Meu relatório será feito no plenário e não no Planalto’’, reagiu ontem ao anunciar que manterá a proposta do financiamento público das campanhas, que os aliados aliados descartaram na reunião com o presidente. ‘‘Não fechei acordo nenhum antes de ouvir o relator e a bancada’’, salientou o líder do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA). Os temas polêmicos que irão a exame do plenário são os seguintes:
á
- Fundo público de campanha - o governo destinará R$ 700 milhões para financiar as eleições gerais de 1999. Os recursos serão divididos proporcionalmente aos votos dos partidos na última eleição.
- Partilha do horário gratuito - o PMDB insiste em fazer a divisão entre os partidos pelo tamanho das bancadas eleitas em 1996. PFL e PSDB querem que a lei estique o prazo de filiação para 3 de outubro próximo.
- Campanha de rua - encurta de 90 para 60 dias o período para campanha de rua.

mockup