Excesso de CPIs pode atrapalhar trabalhos
Depois de muita discussão, ontem na Assembléia, a bancada governista decidiu instalar as cinco CPIs propostas número máximo de comissões que podem funcionar simultaneamente. Isso, porém, será difícil e pode comprometer o andamento normal dos trabalhos de rotina. Por essa razão, parte dos deputados preferia que apenas duas ou três fossem instaladas ao mesmo tempo. Essa é, aliás, a posição pessoal do líder governista, Angelo Vanhoni (PT). Entretanto, seu ponto de vista foi vencido.
O primeiro-secretário, Nereu Moura (PMDB), disse que adicionalmente há dificuldades orçamentárias a resolver. ''Teremos que contratar apoio técnico'', disse o deputado, lembrando que serão necessárias viagens, o que vai aumentar ainda mais os gastos. ''O palco principal da CPI dos Jogos da Natureza será Foz do Iguaçu (onde foi realizado o evento, em 1997)'', observou Moura, que responde pela secretaria encarregada de gerenciar as despesas da casa. ''Mas decidimos instalar as cinco comissões. Falei com o governador. Ele concordou com as investigações e prometeu fornecer todas as informações necessárias por parte do governo'', afirmou Moura.
O deputado André Vargas (PT) disse que, por estar no primeiro mandato, não tem como avaliar a capacidade técnica da Assembléia para conduzir as cinco CPIs, mas considera mais prioritárias as CPIs da Sercomtel/Copel, pedágio e Banestado. Vargas disse que, no caso da Copel, a comissão de inquérito pode apontar saídas para a empresa. Ele defende uma investigação que ''não só ache cadáveres, mas aponte saídas, para melhorar''.





