O governador reeleito de São Paulo, Mário Covas (PSDB), soube na noite de anteontem, por volta das 21 horas, o resultado do exame de biópsia do tumor vesical parcialmente removido na cirurgia realizada dois dias antes, para a retirada de parte de tecido da próstata. ‘‘Acho que o governador, como nós, fomos quase nocauteados, mas, como um bom pugilista, ele voltou ao contra-ataque; ele é um lutador e deixou-nos muito claro que vai à luta’’, disse o médico clínico geral de Covas, David Uip, em coletiva no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC). De acordo com exame anatomopatológico, o tumor retirado da parede lateral esquerda da bexiga do governador é maligno, de forma vesicular e infiltrativo.
Esta semana, mas ainda sem data marcada e na dependência do resultado de novos exames complementares, deve ser realizada uma nova cirurgia para a remoção do tecido canceroso. ‘‘Há dois aspectos: o primeiro é o quadro clínico do governador, que, no momento, é excelente; o segundo é que o governador vai se submeter a uma cirurgia para remoção de uma doença grave, que é um tumor maligno, mas o estado dele é o melhor possível’’, disse Uip.
Segundo Uip e o urologista Sami Arap, que operou Covas, até onde se sabe, por meio dos exames realizados, o tumor está limitado à parede lateral da bexiga, é de grande extensão, mas não há qualquer outra alteração da saúde do governador.

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