Exame explicará causa do suposto atentado à CPI
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de maio de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O resultado do exame de balística do projétil que supostamente teria atingido a porta de vidro que dá acesso ao plenarinho da Assembléia Legislativa, no dia primeiro de março, quando a CPI Nacional do Narcotráfico esteva em Curitiba ouvindo depoimentos de traficantes, empresários e policiais civis, deverá ser divulgado até o final desta semana. O suposto tiro ocorreu por volta das 21h41 e tumultuou as atividades da CPI Nacional. No momento, estava depondo o policial civil Edimir Silveira. Na oportunidade, o deputado federal Moroni Torgan (PFL-CE) considerou o fato como o primeiro atentado efetivo contra a Comissão Parlamentar de Inquérito.
O delegado de Homicídios, Fauze Salmen, não acredita que tenha havido qualquer tipo de disparo contra a porta de vidro. Tenho certeza de que não houve o tiro. O projétil não foi encontrado, declarou ele, ao lembrar da varredura feita logo depois por policiais civis e militares. Não havia qualquer vestígio de pólvora ou de rebocos de parede no chão, complementou. Na madrugada foi encontrado um projétil que, para o delegado, foi colocado no local por alguém que queria tentar desmoralizar a segurança do Paraná.
Peritos do Instituto de Criminalística admitiram a possibilidade de que um tiro tivesse atingido a porta. Dois buracos foram encontrados na parede. Para Fauze Salmen, a porta pode ter quebrado por causa de um choque térmico ou uma pancada. A porta não é muito usada. Pode ter ocorrido algum fenômeno, declarou. Pode ter sido tudo: menos um tiro.


