Ex-vereadores voltam a depor sobre denúncia de corrupção
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terça-feira, 10 de março de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O delegado do Grupo Especial de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, reabriu as investigações sobre suspeita de cobrança de propina para beneficiar um empreendimento comercial no conjunto Milton Gavetti e tomou ontem os depoimentos dos ex-vereadores Sidney de Souza (PTB) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). Juntamente com os ex-vereadores Gláudio de Lima (PT), Flávio Vedoato (PSL), Henrique Barros (sem partido), Osvaldo Bergamin (sem partido) e Renato Araújo (PP), eles foram acusados pelo também ex-vereador Orlando Bonilha (sem partido) de cobrança de propina para aprovação de duas leis - uma de transformação de área residencial em comercial e outra de suspensão de impedimento à construção de postos de combustível a menos de 1,5 km de estabelecimento similar.
As alterações visavam beneficiar o projeto de construção de um shopping na zona norte, lançado pelo grupo Catuaí. Renato Araújo e Orlando Bonilha já haviam sido indiciados no inquérito policial encerrado em maio de 2008 - antes dos dois depoimentos bombásticos de Bonilha ao Gaeco ampliando as denúncias sobre os outros colegas. Em razão destas declarações as investigações foram reabertas. O pagamento de propina, segundo Bonilha, chegou a R$ 120 mil.
O delegado Alan Flore disse que ainda não reuniu novos elementos capazes de ampliar o rol de indiciados. No entanto, ele deve ouvir todos os ex-vereadores citados na denúncia - hoje às 14h00 será a vez de Gláudio de Lima. ''Todos estão sendo intimados e devem comparecer ao Gaeco'', disse o delegado. Bergamin e Henrique Barros prestaram depoimentos no início da semana.
O ex-vereador Luiz Carlos Tamarozzi deixou o Gaeco ontem com poucas palavras à imprensa. Ele negou participação em fraudes e atribuiu as suspeitas ''àquelas coisas normais do Bonilha'' - ao se referir aos depoimentos do ex-presidente da Câmara. Sidney de Souza concedeu uma ríspida entrevista em que rechaçou participação em ato de corrupção e criticou os jornalistas que lhe perguntaram sobre eventual cobrança de propina. De acordo com ele, os dois projetos foram aprovados seguindo as recomendações favoráveis de órgãos urbanísticos de Londrina.
O shopping Catuaí emitiu nota oficial quando Bonilha tornou públicas as denúncias, em 2008, negando qualquer pagamento de valores aos parlamentares para a aprovação das leis.


