O juiz da 3 Vara Cível, Rafael Vasconcellos Pedroso, despachou no último dia 24, mais uma sentença contra o pagamento do 13º salário aos vereadores do município.
O despacho, em uma ação popular ajuizada contra o pagamento do benefício em 1997, pede aos autores da demanda, que indiquem bens à penhora de vereadores da legislatura de 1997-2000, que ainda não teriam cumprido a decisão judicial e depositado cerca de R$ 600 cada, referente as custas judiciais e honorários advocatícios. Conforme a petição dos autores da ação, datada de 14 de março, os vereadores citados são Alvair de Souza, Antonio Ursi, Carlos Eduardo Santa Rosa, Carlos Kita, Jaci Aguiar, Osvaldo Bergamin, Salvador Francisco, Sidney de Souza e Valdemir Araújo Carneiro. Os outros 12 vereadores já acertaram contas com a justiça.
''O pagamento do 13º só não foi feito porque a justiça concedeu uma liminar impedindo. Eles (vereadores) contestaram e o juiz determinou que eles paguem as custas e o honorário. O juiz pediu que eles fossem intimados, venceu o prazo para o pagamento e agora vamos indicar os bens para penhora'', disse um dos autores da ação, o advogado Mário Barrozo.
Estão tramitando no Fórum de Londrina, outras duas ações populares que pedem o ressarcimento do 13º pago aos vereadores em 1995 e 1996. Na ação de 1995, os vereadores estão sendo executados para a devolução do benefício.
Souza, que foi reeleito para o cargo, garantiu que já cumpriu a determinação judicial. ''Não me lembro se foi no final do ano passado ou no início desse ano, mas mandei o meu assessor pagar. Isso eu te garanto'', declarou.
Já o ex-vereador Salvador Francisco disse que a ação é ''absurda''. ''Não vou acertar (o pagamento) porque desde o primeiro momento, quando se levantou a hipótese de se pagar o 13º salário, eu fui contra. A minha posição está registrada em várias entrevistas que eu dei na época'', afirmou. ''Eu desafio o juiz, o advogado e o autor da ação a me cobrarem isso, é um absurdo. Um artigo no Código Penal diz que imputar crime falso a alguém é passível de pena. Eu não cometi nenhum crime e ao contrário, sempre me posicionei contra o pagamento. Estão me imputando um crime que eu não cometi. Jamais voltarei a ser candidato a nada por causa de situações como esta'', concluiu. A Folha tentou entrar em contato com os demais vereadores citados, mas eles não foram localizados.

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