Ex-vereador também é denunciado
Também ontem, o Gaeco ofereceu denúncia de peculato - distribuída à 2 Vara Criminal de Londrina - contra o ex-vereador Osvaldo Bergamin (sem partido) e três ex-assessores dele. O crime prevê pena de dois a 12 anos de reclusão.
Conforme a ação, Bergamin teria praticado peculato ao nomear no gabinete, supostamente sem a comprovação de que davam expediente lá, os ex-assessores Adilson Fernando Siena, Jucélia Marcelina di Osti Romagnolli e Vanderléia Faria da Mota, os quais recebiam dos cofres públicos, respectivamente, salários mensais de R$ 1.060, R$ 1.619,80 e R$ 1.060, entre 2004 e 2008. Segundo o Gaeco - que tomou por base, também, quebras de sigilo bancário -, como as investigações apontaram que os ex-comissionados efetivamente receberam as remunerações, sem que, contudo, pelos depoimentos deles próprios e de outros assessores de Bergamin, à epoca, conseguissem confirmar as atividades prestadas, o crime de peculato também se estende a eles.
A investigação sobre os supostos ''fantasmas'' de Bergamin foi instaurada em março de 2008, a partir de um telefonema gravado e feito pela imprensa no qual a então assessora Vanderléa se apresentava como cabeleireira e manicure em qualquer horário do dia solicitado pelo cliente fictício - inclusive às tardes de terça e quinta-feiras, dias e horário de sessão ordinária no Legislativo.
''A ação evidenciou indícios de que esses funcionários não prestavam serviços em prol do interesse público, mas, alguns, a interesses eleitorais do vereador'', resumiu o promotor Cláudio Esteves.
O advogado de Bergamin, Ronaldo Neves - que falou também pelos ex-assessores do cliente -, disse desconhecer ''com exatidão os termos da acusação'', mas antecipou que a tônica da defesa já está pré-definida: ''A atividade de assessor parlamentar não pode ficar restrita ao ambiente do gabinete; tem de se estender também à base eleitoral do vereador no sentido de atender os reclamos da comunidade e desenvolver um trabalho assistencial''. Sobre o caso da assessora-cabeleireira, Neves pontuou: ''Vou ter que me inteirar do caso específico dela''. (J.G.)





