Ex-vereador que anular eleição de Tito Valle
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Suplente imediato do vereador Tito Valle (PMDB), o ex-vereador Jamil Janene (PMDB) ampliou ontem a ofensiva jurídica para anular a eleição do correligionário e assumir uma vaga na Câmara de Londrina. Jamil protocolou na 41 Zona Eleitoral uma ação de Impugnação de Mandato Eletivo acusando Tito de fraude eleitoral, abuso do poder econômico e uso indevido da máquina administrativa. De acordo com a denúncia, Tito ocupou cargo vinculado à 17 Regional de Sá© ude e teria se beneficiado do contato com eleitores durante a campanha. Na semana passada, o ex-vereador já havia entrado com outra ação na 41 Zona questionando o registro de candidatura de Tito. O novo processo, segundo o ex-vereador, permite o depoimento de testemunhas e a coleta de novas provas.
O ex-vereador já arrolou seis testemunhas: o promotor de Defesa de Saúde Pública, Paulo Tavares, e a assessora do Ministério Público, Maria Giselda de Lima; o diretor da 17 Regional de Saúde, Adilson Castro; além de três funcionárias da Regional. Tavares e Maria Giselda, segundo a denúncia, poderiam confirmar que Tito Valle atendia pleitos do Ministério Público (MP) sobre fornecimento de medicamentos de alto custo em nome da Regional.
''Ele não se afastou de suas atividades e continou atendendo os eleitores e distribuindo medicamentos através da 17 Regional'', registra a ação.
Os documentos anexados ao processo mostram que Tito mantém vínculo trabalhista com o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) - ONG que presta serviço ao Consórcio Intermunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar). Sua função era assessorar um projeto de melhoria da ''resolutividade'' dos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul (HZS e HZN) - subordinados à 17 Regional. O projeto é custeado com verba pública. Para Jamil, a forma de contratação não altera sua qualidade de ''servidor público''.
Tito acusou seu algoz de fazer ''chororô'' após a derrota nas eleições. ''Se eu tivesse perdido a eleição, será que ele estaria tão preocupado?'', questionou. No mérito, ele nega vínculo com órgão público. ''O Cismepar é uma endidade de direito privado. Além disso, eu não atendia ao público nem tinha subordinação à 17 Regional.'' Perguntado sobre o tipo de trabalho desenvolvido, limitou-se a dizer que elaborava pareceres. ''O negócio está nebuloso porque, na realidade, não tenho colocado minhas razões. Isso, porque não vou antecipar os argumentos da defesa e permitir a rearticulação de Jamil'', disse.
O diretor da 17 Regional, Adilson Castro, afirmou que Tito tem vínculo trabalhista com o Ciap - que não é órgão público. O promotor Paulo Tavares está de férias e não foi localizado pela reportagem. A assessora do MP, Maria Giselda de Lima, disse que vai examinar sua agenda para verificar eventuais contatos com Tito e conversar com o promotor antes de se pronunciar.


