Imagem ilustrativa da imagem Ex-vereador Orlando Bonilha tenta reverter pena para o semiaberto

Condenado no ano passado pelo Tribunal de Justiça do Paraná a cinco anos de prisão no regime semiaberto em um dos processos que respondia por dividir salário com um servidor em cargo comissionado, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina Orlando Bonilha teve a unificação das penas determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Katsujo Nakadomari. Desde 2008 o ex-vereador respondia a vários processos pelo cometimento do crime de concussão, que é quando o agente público busca obter vantagens por meio do cargo que ocupa.

Nakadomari determinou o cumprimento de 20 anos, seis meses e 16 dias em regime fechado no final de janeiro deste ano. No entanto, a defesa de Bonilha afirma que a somatória das penas resultaria em 15 anos, dois meses e 13 dias, e pede que as sentenças sejam cumpridas no regime semiaberto, de modo que o ex-vereador possa conviver com a família no “no período noturno em sua casa, horários a serem determinados; ao cumprimento de tarefas comunitárias nos finais de semana, e, também, ao uso de tornozeleira eletrônica”, pede o advogado Ronaldo Neves.

O ex-vereador é pai de trigêmeos que atualmente têm dois anos e nove meses de idade.

Após a condenação no TJ, o juiz Délcio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, determinou o cumprimento imediato da pena, mas Bonilha não foi encontrado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) nos endereços informados à Justiça. O Ministério Público o considera foragido, condição negada pela defesa de Bonilha.

HÁ 11 ANOS

O caso do ex-vereador veio à tona após denúncia do MP do Paraná e resultou na cassação do mandato do vereador em 2008 e na perda dos direitos políticos no ano seguinte. Ele foi o primeiro vereador da história da Câmara de Londrina a ter o mandato cassado. De acordo com o Ministério Público, Bonilha exigia parte do salário do então controlador do Legislativo, Márcio de Mello Piornedo, que repassava cerca de R$ 2 mil dos R$ 5,8 mil que recebia mensalmente. Piornedo havia sido nomeado por Bonilha ao cargo e também era réu no mesmo processo. Os repasses aconteceram entre março de 2006 e dezembro de 2007. À época Orlando Bonilha ficou conhecido por ter dito que não era a “única batata pobre” da Câmara Municipal de Londrina.

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