Ex-vereador é condenado por homicídio
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sexta-feira, 30 de março de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
O ex-vereador Edilaldo Machado da Cruz (sem partido), 33 anos, foi julgado anteontem, pela morte do radialista Walter Aparecido Carbonieri, 49 anos, ocorrido em maio de 1999. Na época, os dois eram vereadores de Goioerê. Apesar de ter sido condenado a quatro anos de prisão em regime aberto, ele ficou em liberdade. Ele terá apenas que se apresentar uma vez por mês no Fórum e prestar serviços à comunidade por dois anos. O ex-vereador também teve seus direitos políticos cassados até 2005.
Cruz era réu confesso no processo. Ele matou Carbonieri com quatro tiros em frente à Câmara de Vereadores, minutos antes do início da sessão do dia 14 de maio de 1990. Cruz continuou na cidade e chegou a ser reeleito em 1992. Ele só fugiu em 1995, quando foi acusado de ser o mandante do atentado contra o então prefeito de Goioerê, José Paulo Novaes (PDT). O prefeito ficou ferido e uma mulher morreu em meio ao tiroteio.
O julgamento de Cruz durou 12 horas. Como o fórum está em reformas, o júri aconteceu na Câmara Municipal, o mesmo local do crime. O plenário ficou lotado durante todo o dia. Os advogados de defesa José Aparecido Borges dos Santos e Wanderson Moreira Eliziário conseguiram desqualificar o homicídio, que passou a ser considerado simples. Até então, Cruz era acusado de ter atirado em Carbonieri de surpresa.
O ex-vereador afirmou ontem à Folha que reconhece que o crime foi grave, mas que havia forte emoção. Agora, a oportunidade me foi dada. Cabe a mim a recíproca, ressaltou.
Cruz se apresentou ao Fórum em fevereiro e logo em seguida foi levado para a cadeia. Ele ficou preso até quinta-feira (50 dias), em cela comum. O ex-vereador disse que acredita que seus advogados o livrem da acusação de ser o mandante o atentado contra Novaes e que ainda não sabe de voltará a disputar cargos públicos.


