O ex-vereador de Campo do Tenente (81 quilômetros a sul de Curitiba), Carlos Hubner Neto, foi condenado ontem a 8 anos de prisão, por juri popular, por formação de quadrilha e receptação de carga roubada. Entretanto, foi absolvido, assim como o réu André de Souza, da acusação de homicídio. Hubner era acusado de mandar matar seu colega, o vereador Divonzir Rodrigues, em março de 2002. Já Souza era acusado de participar da execução do crime. Cabe recurso à decisão.
A tese do advogado Antonio Henrique Amaral Rebello Mello, que defende Hubner, acatada pelo juri, era de que os assassinos de Rodrigues Venícius Lous Quintino e Adriano José da Silveira já foram condenados por homicídio simples. Isto é, sem mandante. Porém, Huber era acusado também de participar da quadrilha de roubo de cargas de Mário Fogassa, em Campo do Tenente, denunciado pelo Ministério Público (MP) estadual em setembro de 2002. Já a advogada de Souza, Daniela Testoni, defendeu que o rapaz fugiu da cadeia junto com os assassinos porque foi praticamente obrigado e assim que saiu da delegacia delatou a fuga à Polícia Militar. Daniela afirmou que vai entrar com uma ação idenizatória pelos quase três anos que Souza ficou preso.
Na época do assassinato a primeira hipótese levantada pela polícia era de que Quintinho e Silveira tentaram roubar o carro do vereador para fugir. Rodrigues teria reagido e por isso levou os tiros. Os dois assassinos confirmaram esta tese em seu julgamento. Porém, com a denúncia do MP surgiu a hipótese da morte de Rodrigues ter sido encomendada por Hubner, uma vez que ele saberia da quadrilha. O promotor de Justiça que atuou no caso, Cássio Roberto Chastalo, pediu a condenação tanto de Hubner quanto de Souza por homicídio.

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