O ex-vereador Célio Guergoletto rebateu as informações do auditor Osvaldo de Lima, sobre o repasse de R$ 89 mil à Liga de Futebol Amador. Segundo ele, pela Lei Orgânica do Município cabe ao prefeito vetar ou sancionar os projetos aprovados pela Câmara. Quando isso não ocorre, o presidente da Câmara é obrigado a promulgar a lei, aprovada pela maioria dos vereadores.
Guergoletto afirmou que propôs a lei a pedido do ex-prefeito Antonio Belinati. ''Nesse caso, não foi vetada, nem sancionada, bem ao estilo Belinati, que ficou em cima do muro.'' Ele reafirmou que parte dos recursos foi utilizado para o pagamento de hospedagens de atletas e houve prestação de contas. ''O erro foi o Executivo não fazer um convênio com a Liga de Futebol, nós prestamos contas direitinho.''
O ex-vereador ainda criticou o auditor da Prefeitura, que, segundo ele, primeiro denuncia para depois pedir informações. ''Esse questionamento é um fato superado, eu abri uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) sobre isso, é um fato velho que já está nas mãos da promotoria.''
Adalberto Pereira da Silva disse que não se lembrava do projeto, porém afirmou que apenas cumpriu seu dever, promulgando a lei. ''Se foi promulgada, fiz por uma questão funcional. Se o prefeito não sancionou ou vetou, cabe ao presidente da Câmara promulgar'', afirmou.
A reportagem não conseguiu ouvir o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), o ex-assessor de esportes da prefeitura Paulo Vicente Viana e o ex-presidente da Liga de Futebol Amador Sérgio Alencar. Também não foi localizado o proprietário da Igapó Hotelaria, Luiz Antonio Padovani Júnior. (L.R.)

mockup