O ex-vereador de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana), Arlindo Silvestre (PDT), foi vítima ontem de um atentado. Ele levou três tiros no tórax. Silvestre, mais conhecido pelo apelido de ‘‘Carabina’’, dirigia-se do Bairro Natingui para o centro de Ortigueira quando foi pego na emboscada numa estrada rural.
Apesar dos ferimentos, Silvestre, que é agropecuarista, sobreviveu ao atentado. Ele foi socorrido e chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Casa de Saúde Dr. Feitosa em Telêmaco Borba. Ontem à tarde, porém, o ex-vereador já apresentava um quadro estável e foi transferido para um quarto normal.
O ex-vereador contou ao delegado Valter Helmult que os disparos partiram de um matagal e não foi possível ver o autor. As investigações foram iniciadas ontem mesmo mas, por enquanto, não há pistas sobre o autor do atentado.
Para a polícia, a tentativa de homicídio pode ter cunho político. ‘‘As discussões ou brigas por divergências políticas podem ter ensejado esse desfecho’’, avaliou Helmult. Silvestre se candidatou na última eleição, mas não conseguiu se eleger. Ele integrou a chapa da prefeita eleita Marlene Mattos (PDT).
Este é o segundo crime ocorrido na região e que a polícia suspeita ter cunho político. Em Jardim Alegre (140 km ao sul de Apucarana), o vereador José Antônio Dutra (PSDB) levou sete tiros quando chegava em casa, na madrugada do dia 5 deste mês. Os disparos foram efetuados por dois motoqueiros armados de revólveres calibre 38. Segundo a vítima, foram disparados 12 tiros.
O delegado que investigou o caso, João Batista Pinto, acredita que o mandante do atentado seja o também vereador Benedito de Jesus Batistet (PDT), conhecido como ‘‘Nenezão’’. Batistet chegou a ficar preso por três dias, na delegacia de Ivaiporã, por manter munição de uso restrito, mas conseguiu ser liberado depois de um recurso no Tribunal de Justiça. O delegado concluiu o inquérito na semana passada e o caso agora está com a Justiça.

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