O ex-vereador de Londrina Salvador Francisco foi encontrado morto ontem por volta das 5 horas, em sua casa, no Jardim Antares (zona leste). O jornalista atuava na Câmara de Vereadores, lotado na assessoria de comunicação, há seis anos. Segundo o delegado do 2º Distrito Policial (DP) José Arnaldo Peron Martins, Francisco foi encontrado caído de bruços em uma piscina infantil de fibra, na madrugada de ontem, pela mulher. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte asfixia por afogamento.
O Plantão da Polícia Civil foi acionado por volta das 5h. Peron vai instaurar inquérito para apurar o caso e deve ouvir familiares.
O ex-parlamentar é velado no salão principal da Câmara de Vereadores. O enterro está previsto para as 10 horas, no Cemitério João XXIII. Ele deixa mulher e uma filha de seis anos.
Francisco era formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi membro do Diretório Central Estudantil (DCE) entre 1976 e 1980 e fundador do Centro Acadêmico Frei Caneca (CAFCA).
Foi um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná, na década de 1980, e chegou a ocupar a vice-presidência. Antes de se tornar vereador, trabalhou na Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).
Foi eleito vereador pelo PSDB em 1997, mas desfiliou-se no ano seguinte e ingressou no PSD. Em sua única legislatura, presidiu a Comissão Processante (CP) que apurou irregularidades na venda das ações da Sercomtel para a Copel no governo Antonio Belinati (ex-PFL, agora no PP).
Também atuou no Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina no primeiro mandato de Nedson Micheleti (PT) e comandou o órgão no fim daquela gestão.
Francisco era amante de rádios e acordava cedo para ouvir notícias. Trabalhou em emissoras londrinenses como Alvorada e Paiquerê AM. Ele foi fichado pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão criado em 1924 e de forte atuação repressiva durante o regime militar, devido à sua atuação na Rádio Alvorada.

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