A ex-segunda tesoureira do Provopar de Londrina, Adriana Maragno Guazzi, disse ontem em depoimento ao Ministério Público (MP) que a administração da entidade ‘‘era feita diretamente pela ex-coordenadora Cristina Barros, pela tesoureira Maria Pavan, com o gerenciamento de Maria Cristina Campos.’’ Ela foi ouvida pela promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Solange Novaes Vicentin, no procedimento que investiga denúncias de desvios de R$ 741 mil do Provopar.
Adriana Guazzi é mulher do sobrinho do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido). Ela afirmou que foi convidada por Maria Pavan (mulher do ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan), para ser voluntária. Ela disse que só aceitou o cargo porque não precisava ir diariamente ao Provopar. Segundo ao ex-tesoureira, nunca houve orientação sobre controle de contas do Provopar, dos gastos e dos recebimentos realizados pela entidade.
A ex-tesoureira também afirmou que o talão de cheques da entidade não ficava sob sua guarda. Ela contou que ‘‘muitas vezes foi chamada para assinar cheques em conjunto com a coordenadora em razão da ausência da primeira tesoureira e verificava se a documentação estava correta, devidamente preenchida com a cópia e anexadas as respectivas notas ou recibos’’. Segundo ela, a maioria dos cheques que ela assinava já estavam preeenchidos e assinados por Cristina Barros.
Adriana Guazzi disse alegou que não lembra se assinou cheques com o beneficiado em branco ou destinados a Maria Cristina Campos, principal acusada até agora pelos desvios no Provopar. Ela disse que só participou de duas reuniões no Provopar e nunca foi convocada para prestação de contas da entidade. (L.R.)

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