A ex-tesoureira do Provopar de Londrina, Maira Pavan, prestou depoimento ontem à promotora Solange Vicentin e negou que soubesse das irregularidades no órgão, denunciadas pela auditoria da prefeitura. Ela é mulher do ex-presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, e afirmou ter sido convidada a trabalhar no Provopar pela ex-coordenadora Cristina Barros.
Ao deixar a promotoria, Maira Pavan não quis conversar com os jornalistas. Segundo o advogado dela, Gilberto Baumann de Lima, as contas do Provopar eram responsabilidade de uma ex-funcionária. Questionado se ela sabia de despesas com fogos de artifício, o advogado afirmou que não houve pagamentos em valores altos. O ex-funcionário da Comurb, José Antônio Tureta, afirmou ao MP que, por orientação de assessores de gabinete da prefeitura, recebeu R$ 10 mil do Provopar pela queima de fogos. A auditoria encontrou um recibo de R$ 25 mil.
No depoimento, Maira Pavan afirmou que toda a parte financeira, ‘‘de entrada e saída de recursos’’, era controlada pela ex-gerente Maria Cristina Campos. Ela disse que viajava constantemente e, na sua ausência, deixava cheques assinados com Cristina Campos.
‘‘Porém era estabelecido que quando uma das assinaturas já estava colhida, a outra (diretora) somente assinaria com todo o procedimento já ultimado, ou seja, o cheque devidamente preenchido, acompanhado de cópia e da respectiva nota fiscal’’, declarou na promotoria. O advogado afirmou que cheques assinados pela sua cliente foram ‘‘grosseiramente adulterados’’. (L.R.)

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