Ex-servidor da Unioeste volta a fazer acusações contra reitor
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<bR>De Cascavel 
O ex-servidor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Carlos Edir Avelino voltou ontem a fazer acusações contra o reitor em exercício, Wilson Iscuissati. Avelino garante que foi exonerado do cargo de assessor do gabinete da instituição após firmar em cartório, no dia 3, uma escritura pública declaratória acusando o reitor de tê-lo coagido a prestar um depoimento ao Ministério Público (MP) fazendo acusações contra a reitora afastada, Liana Fuga. A reitora foi afastada no dia 31 de agosto pelo governador Jaime Lerner, acusada de desvios de recursos e de fraude em concurso público.
Além de afirmar que a exoneração foi resultado de sua decisão de desmentir a versão apresentada em dois depoimentos anteriores ao Ministério Público, Avelino acusa Iscuissati de ter alterado a data de sua dispensa. Na portaria apresentada pela reitoria, o ex-servidor teria sido exonerado no dia 1º de outubro. No entanto, ele diz que isso só ocorreu no dia 9, após voltar ao MP e apresentar a nova versão.
As novas acusações foram feitas ontem de manhã durante coletiva realizada no auditório da própria Unioeste. Avelino apresentou um documento convocação para participar de uma reunião do Conselho Universitário da Unioeste que comprovaria que ele permaneceu no cargo mesmo mesmo após firmar a escritura pública no cartório. Sobre a portaria do dia 1º, o ex-servidor alegou que na mesma data Iscuissati se encontrava em Curitiba tratando de assuntos da universidade, ''sendo assim impossível estar na reitoria para assinar o documento''.
Na escritura pública registrada em cartório e no último depoimento ao MP, Avelino afirma que passou a ''ser assediado'' pelo reitor após assumir um cargo remunerado na reitoria da universidade. Ele completa que o assessor jurídico Gilceo Klein teria dito que, ''caso (Avelino) não fosse fazer as denúncias no MP contra a reitora Liana Fuga, seria exonerado do cargo e poderia também ser processado por não aceitar as orientações da reitoria e assessoria jurídica''.
O reitor Iscuissati estava em Curitiba ontem e não foi encontrado para comentar as acusações de Avelino. Já o assessor jurídico, Gilceo Klein, disse que Carlos Avelino não ficou sabendo antes de sua exoneração por não estar ''comparecendo ao trabalho''. Ele reconhece que o reitor realmente estava em Curitiba no dia 1º de outubro, mas diz que ao final da tarde chegou à universidade para assinar alguns documentos, entre eles a exoneração do então servidor.


