A defesa do ex-servidor da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Maurício Teixeira dos Anjos vai recorrer à Justiça do Trabalho para tentar reverter a demissão dele por justa causa. Ele e mais três servidores, Maria do Socorro dos Anjos, Rogério Duque Oliveira e Eduardo Brazão, estariam envolvidos em cancelamento irregular de multas na companhia. À exceção de Maria, que foi suspensa por 30 dias, os demais foram demitidos porque teriam praticado ato de improbidade administrativa.
Segundo o advogado Jackson Romeu Ariukudo, ''o relatório é equivocado, porque a multa contra o Maurício é irregular''. Ele se refere ao relatório da comissão de sindicância que acusou o servidor de ter se utilizado da condição de superior hierárquico para forçar o cancelamento de multa aplicada a ele por estacionamento irregular. O agente de trânsito que teria sido coagido, cancelando o auto de infração, é Brazão. ''Na verdade, foi o próprio agente que disse em depoimento que se sentiu coagido porque Maurício ocupava uma coordenadoria na CMTU, de publicidade em espaços públicos.'' Ariukudo disse ainda, que ''foi comprovado que não foi cometida a infração de trânsito''.
O advogado contestou ainda atitude tomada pelo então presidente da CMTU, Octávio Pereira Neto, ''que ao final da sua gestão demitiu os servidores sem nem mesmo dar resposta ao nosso recurso contra os resultados da sindicância''.
Conforme o material consolidado pela companhia, com sete volumes, Maurício infringiu as regras e se aproveitou da sua condição para se beneficiar com o cancelamento da multa. Maurício, de licença médica, ainda não foi notificado da decisão da CMTU. Todo o material apurado pela sindicância foi entregue ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Londrina (Gaeco), que no ano passado já apresentou ação criminal sobre os supostos cancelamentos de multas. A reportagem não conseguiu contato ontem com os três outros servidores punidos.

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