Antonio Carlos Peixot de Magalhães é figura constante na cena política brasileira nas últimas quatro décadas. Neste período, construiu uma imagem de aliado de governos dos mais variados matizes ideológicos, do regime militar pós-64 à era tucana de Fernando Henrique Cardoso.
ACM nasceu na ladeira da Independência, em Salvador (BA), em 4 de setembro de 1927. Formou-se médico pela Universidade Federal da Bahia em 1952, mas encontrou na política a sua profissão. Em 54 foi eleito deputado estadual pela UDN (União Democrática Nacional). Quatro anos depois, elegeu-se deputado federal, cargo para o qual foi reeleito duas vezes, em 1962 e 1966.
Em 67, foi nomeado prefeito de Salvador pelo então governador, Luís Viana Filho. Na ocasião ACM já estava filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação ao governo militar. Em 71, foi indicado pelo presidente Emílio Garrastazu Médici governador da Bahia.
Durante o mandato de governador, entre 1971 e 1975, ACM iniciaria a consolidação da Bahia como pólo turístico brasileiro, com a implantação de hotéis e a construção de estradas e museus em Salvador e Porto Seguro (litoral sul). Em 1975, o então presidente Ernesto Geisel o nomeou presidente da Eletrobrás e membro do Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Em 79, foi novamente indicado governador.
Com o fim do bipartidarismo, ACM se filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Em 84, ACM se opôs à candidatura à Presidência de Paulo Maluf e declarou seu apoio a Tancredo Neves. Juntamente com outros dissidentes do PDS, fundou a Frente Liberal, posteriormente transformada em Partido da Frente Liberal (PFL).
Em 85, ACM assumiu o Ministério das Comunicações, nele permanecendo até março de 90. Ao deixar o ministério, assumiu em março de 91, pela terceira vez, o governo da Bahia, do qual saiu para ser senador (em 94), tendo eleito seu sucessor, César Borges. Três anos depois, foi eleito presidente do Senado.

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