São Paulo - O ex-senador Jader Barbalho perdeu a imunidade parlamentar quando entregou sua carta de renúncia ao Senado. Ele deixou a presidência da Casa em setembro do ano passado e renunciou em outubro. Com a renúncia, ele evitou um processo por quebra de decoro parlamentar. Mesmo tendo perdido a imunidade, manteve seus direitos políticos – direito de votar e ser votado.
Se continuasse no exercício do mandato, o ex-presidente do PMDB não poderia ser processado por um juiz de primeira instância. O pedido precisaria passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal (STF) e por uma licença do Senado.
Na época da renúncia, pesavam contra Jader acusações em pelo menos três frentes. Na primeira delas, o ex-senador é acusado de ter sido beneficiário de operação fraudulenta com 55,2 mil Títulos da Dívida Agrária (TDAs), em 1988, quando era ministro da Reforma Agrária.
Outra acusação diz respeito ao Banco do Estado do Pará (Banpará). Segundo relatórios do inspetor do Banco Central Abrahão Patruni Jr., há indícios de que rendimentos de aplicações financeiras desviados do banco quando Jader foi governador do Pará (1983-87) acabavam em contas bancárias do senador e de seus familiares.
Em outra acusação, a mulher de Jader, Márcia Zahluth Centeno, é suspeita de ter desviado verba liberada pela extinta Sudam para seu ranário. Márcia também foi sócia de José Osmar Borges, acusado de ser o maior fraudador da Sudam. O ex-senador nega as irregularidades.
Como Jader, outros dois senadores renunciaram ao mandato no ano passado. Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF) abandonaram o cargo após estourar o escândalo da fraude do painel eletrônico.

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