Curitiba - O ex-senador pelo Paraná e atual secretário especial para Projetos de Reflorestamento do Estado, Nivaldo Kruger (PMDB), pode ter recebido indevidamente do Senado R$ 10.204,00 em ressarcimento de despesas médicas. O repasse seria irregular, segundo denúncia do site Congresso em Foco, divulgada ontem. Conforme o site, o ex-senador teria assumido o cargo por apenas 45 dias e não cumprido o prazo mínimo previsto para ter direito ao benefício que é de 180 dias. Kruger nega que haja irregularidade no ressarcimento e diz que obteve o direito ao auxílio médico porque assumiu a vaga como titular e não como interino.
Kruger assumiu o cargo de senador em 18 de dezembro de 2002, após a renúncia do titular, Roberto Requião (PMDB), que deixou o Senado para exercer o cargo de governador do Paraná. Kruger permaneceu no cargo apenas até o dia 31 de janeiro de 2003, data do término da legislatura. Apesar do período curto que o ex-senador esteve na Casa, ele recebeu do órgão R$ 10.204,00 para o ressarcimento de despesas médicas entre 2003 e 2007.
De acordo com cópia - enviada pela assessoria de imprensa do Senado - do Ato 9 de 1995 da Comissão Diretora que dispõe sobre a assistência à saúde prestada aos senadores e ex-senadores, além de dependentes, fariam juz ao direito, senadores que tenham exercido o mandato como titular. O artigo 5º do mesmo Ato ressalta que ''o ex-senador, enquanto estiver do exercício de outro cargo público, no nível federal, estadual ou municipal, ou vinculado a outro sistema de previdência social, não fará jus aos benefícios previstos neste Ato''.
A ressalva proposta no ato também poderia ser um impedimento ao recebimento dos recursos uma vez que Kruger, teria sido nomeado em fevereiro de 2003 secretário especial de Representação do Paraná em Brasília e permanecido no cargo até 2007 quando foi nomeado para secretário especial de Reflorestamento, cargo que ocupa até hoje.
De acordo com Nivaldo Kruger, o repasse seria regular uma vez que ele teria assumido a titularidade do cargo. O ex-senador explica que possui todas as prerrogativas do cargo, independente do tempo pelo qual exerceu o mandato.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Senado informou que apenas o diretor-geral do órgão poderia responder sobre o assunto. Apesar das reiteradas solicitações, o órgão não retornou a ligação ou enviou qualquer resposta até o fechamento desta edição.

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