Ex-secretário promete falar
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Lúcio Horta De Maringá 
O ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, deverá falar à imprensa assim que for julgado um habeas-corpus que tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A entrevista, segundo a Folha apurou, deve ser concedida mesmo que o resultado do recurso não seja favorável ao ex-secretário. Um dos objetivos seria tentar melhorar a imagem de Paolicchi junto à opinião pública, desgastada com as denúncias de corrupção na Prefeitura de Maringá.
Ontem, ao final do depoimento das testemunhas de defesa, na Justiça Federal de Maringá, os jornalistas insistiram com o ex-secretário para que ele desse alguma declaração. Paolicchi apenas esboçou um sorriso. O advogado Wagner Pacheco que defende o ex-secretário juntamente com Moisés Zanardi confirmou que seu cliente deve conceder entrevista após o julgamento do recurso. Ou quando ele for solto, acrescentou. A expectativa da defesa é que o resultado no Tribunal saia até o dia 5 de março.
Pela primeira vez, os jornalistas puderam acompanhar todos os depoimentos já que as informações prestadas não envolviam sigilo bancário. Mas imagens só foram permitidas no início dos trabalhos, antes da entrada de Paolicchi na sala. O juiz da Vara Criminal Federal, Anderson Furlan Freire da Silva, argumentou que o ex-secretário pediu para que não fosse fotografado ou tivesse a imagem gravada em vídeo.
Para a transferência de Paolicchi do 4º Batalhão da Polícia Militar (PM), onde o ex-secretário está detido, até a Justiça Federal, no centro da cidade, a Polícia Federal (PF) montou um aparato simples. Foram usadas apenas duas viaturas, do tipo veraneio: a da PF, que levou Paolicchi, com quatro agentes, e uma outra da Polícia Militar, fazendo a escolta. Cerca de 6 quilômetros separam um local de outro.
Também ontem completou dois meses que Paolicchi está detido. Ele foi preso no dia 8 de dezembro num hotel de Florianópolis (SC), após ficar foragido durante 36 dias. A prisão, decretada pelo juiz Anderson Furlan Freire da Silva, tem prazo de 81 dias prorrogáveis.


