O ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, deverá falar à imprensa assim que for julgado um habeas-corpus que tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A entrevista, segundo a Folha apurou, deve ser concedida mesmo que o resultado do recurso não seja favorável ao ex-secretário. Um dos objetivos seria tentar melhorar a imagem de Paolicchi junto à opinião pública, desgastada com as denúncias de corrupção na Prefeitura de Maringá.
Ontem, ao final do depoimento das testemunhas de defesa, na Justiça Federal de Maringá, os jornalistas insistiram com o ex-secretário para que ele desse alguma declaração. Paolicchi apenas esboçou um sorriso. O advogado Wagner Pacheco – que defende o ex-secretário juntamente com Moisés Zanardi – confirmou que seu cliente deve conceder entrevista após o julgamento do recurso. ‘‘Ou quando ele for solto’’, acrescentou. A expectativa da defesa é que o resultado no Tribunal saia até o dia 5 de março.
Pela primeira vez, os jornalistas puderam acompanhar todos os depoimentos – já que as informações prestadas não envolviam sigilo bancário. Mas imagens só foram permitidas no início dos trabalhos, antes da entrada de Paolicchi na sala. O juiz da Vara Criminal Federal, Anderson Furlan Freire da Silva, argumentou que o ex-secretário pediu para que não fosse fotografado ou tivesse a imagem gravada em vídeo.
Para a transferência de Paolicchi do 4º Batalhão da Polícia Militar (PM), onde o ex-secretário está detido, até a Justiça Federal, no centro da cidade, a Polícia Federal (PF) montou um aparato simples. Foram usadas apenas duas viaturas, do tipo veraneio: a da PF, que levou Paolicchi, com quatro agentes, e uma outra da Polícia Militar, fazendo a escolta. Cerca de 6 quilômetros separam um local de outro.
Também ontem completou dois meses que Paolicchi está detido. Ele foi preso no dia 8 de dezembro num hotel de Florianópolis (SC), após ficar foragido durante 36 dias. A prisão, decretada pelo juiz Anderson Furlan Freire da Silva, tem prazo de 81 dias – prorrogáveis.

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