Ex-secretário passa festas preso
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Paolicchi vai passar o Natal e o Ano-Novo preso. A confirmação é dos próprios advogados de defesa, que vão entrar com pedido de habeas-corpus no TRF apenas em janeiro. A previsão é que o pedido seja analisado só em fevereiro. Ontem começou o recesso da Justiça Federal, que vai até o dia 8. Para analisar a solicitação, no entanto, o TRF precisa de um parecer da Procuradoria da República, que só retorna do recesso em fevereiro.
O comando do 4º Batalhão da PM, onde Paolicchi está preso, determinou que as visitas de parentes mais próximos seja feita pela manhã e de tarde. Os demais familiares só podem visitar Paolicchi pela manhã e os advogados a qualquer horário e dia da semana, desde que antes das 20 horas.
Paolicchi está preso desde o dia 7, depois de ficar 51 dias foragido. Ele é acusado, junto com outros servidores, de desviar R$ 3,1 milhões da prefeitura. O valor levantado até agora pelo Ministério Público (MP) não representa 10% do desvio auditado pelo Tribunal de Contas (TC). O TC fez um levantamento dos três últimos anos da atual administração e detectou um desvio de quase R$ 40 milhões, mas a expectativa é que o rombo chegue a R$ 100 milhões.
Ontem, o secretário de Governo da prefeitura, Miguel Grillo, que faz parte da executiva do PMDB, garantiu que Paolicchi não é mais filiado ao partido. A filiação dele é coisa antiga, que já foi anulada, diz. Segundo o cartório da 66ª Zona Eleitoral de Maringá, o ex-secretário é filiado ao PMDB desde 3 de junho de 1983. Acho que em 1986 foi feita uma reciclagem dos filiados, mas os cartórios não tiraram os nomes, disse.
Grillo garante ainda que Paolicchi já passou por vários outros partidos depois do PMDB. Na última eleição para governador ele fez campanha para o Lerner, lembrou. O prefeito afastado Jairo Gianoto (sem partido), que também é acusado de envolvimento no esquema de desvio, não retorna mais ao cargo. Anteontem, a Justiça acatou denúncia em outra ação por improbidade, sobre a inversão no pagamento de precatórios, pedindo o afastamento de Gianoto.


