Ex-secretário Paolicchi ainda está desaparecido
O caso da fraude na Prefeitura de Maringá, denunciado pela Procuradoria da República, resultou em uma ação criminal por peculato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha contra Luis Antônio Paolicchi, Corrêa e os servidores Jorge Aparecido Sossai e Rosimeire Castelhano Barbosa. Os dois assinavam cheques do município no período em que ocorreu o desvio de R$ 2,6 milhões, entre dezembro de 1998 a março do ano passado. No dia 17 de outubro, o juiz Anderson Furlan Freire da Silva, da Vara Federal Criminal, pediu a prisão preventiva de Paolicchi, que está foragido.
O Ministério Público também pediu abertura de ação por improbidade administrativa contra os quatro acusados, além de indisponibilizar os bens de Paolicchi e Corrêa. O ex-secretário está com fazendas, veículos, um avião e uma mineradora, bens avaliados em R$ 15 milhões, indisponibilizados. No dia 26 de outubro, o MP descobriu outro desvio, de R$ 549 mil, envolvendo o prefeito Jairo Gianoto (desde ontem sem partido, pois pediu para sair do PSDB diante da possibilidade de expulsão).
O promotor José Aparecido da Cruz pediu o afastamento e a indisponibilidade dos bens de Gianoto. Se antecipando à decisão da Justiça no dia seguinte o prefeito conseguiu na Câmara uma licença por tempo indeterminado. O MP apelou e durante a última semana conseguiu o afastamento judicial do prefeito. A Câmara de vereadores também aprovou uma Comissão Processante (CP), que tenta agilizar a cassação de Gianoto. (M.Z.)





