Ex-secretário foi absolvido em processo disciplinar
O técnico de gestão pública Fábio César Reali Lemos, que além da Secretaria de Gestão Pública já foi titular de outros cargos do primeiro escalão, é servidor público de Londrina desde 1988 e está afastado das funções desde agosto de 2012, quando envolveu-se num esquema de fraude na compra de uniformes escolares para os alunos do ensino fundamental. A decisão de afastamento, proferida pela 3ª Vara Criminal, se deu como medida alternativa à prisão, solicitada à época pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Mesmo afastado, ele continua recebendo remuneração.
Reali respondeu a duas sindicâncias em razão de seu envolvimento com irregularidades na administração de Barbosa, mas foi absolvido nas duas. No caso dos uniformes, a Corregedoria-Geral não encontrou provas contra o servidor.
Quanto aos kits escolares, a Corregedoria entendeu que o fato de ele ter atendido à recomendação da Controladoria-Geral e de o pregão não ter se efetivado impediram qualquer pena administrativa. "O descumprimento da recomendação do MP não configura infração disciplinar. A Corregedoria entendeu que se houve má-fé num primeiro momento, houve retratação posterior e não houve danos ao erário", afirmou o corregedor-geral Alexandre Trannin.
Segundo o corregedor, quando a condenação por improbidade transitar em julgado (não houver mais possibilidade de recursos), o servidor poderá ser demitido, já que esta é uma das penas impostas a Reali.
Barbosa e Karin também são réus nas ações civis e criminais relativas à compra dos uniformes, ainda não julgadas nem em primeira instância. Karin, que também era servidora pública, perdeu o cargo em razão de processo disciplinar. Ela também já foi condenada em segunda instância pela compra de livros considerados racistas. (L.C.)





