O ex-secretário de Segurança do Paraná Cândido Martins de Oliveira desafiou ontem o senador Roberto Requião (PMDB) a abrir mão de sua imunidade parlamentar e responder ao processo de difamação que ele move contra o senador. Anteontem, o ministro Sydney Sanches, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, pediu autorização do Senado para processar Requião, que por ter mandato, não pode ser processado.
''O senador revela-se uma pessoa que falta com a verdade ao dizer que fui demitido por envolvimento no crime organizado. Eu pedi afastamento da minha função até que as denúncias fossem apuradas. Passados dois anos, nada se apurou com relação a mim'', afirmou. Cândido Martins não gostou da reação do senador que reafirmou seus ataques contra o ex-secretário, assim que soube da decisão do Supremo de processá-lo.
Cândido Martins entrou com o processo em novembro de 1999, com base em matéria publicada pela Folha. Na matéria Requião declarou que o comando da secretaria, na época nas mãos de Cândido Martins, era ''frouxo e corrompido''. O senador do PMDB também questionou a criação de Divisão de Narcóticos, proposta pelo então secretário de Lerner. ''Precisa saber se a divisão é favor ou contra.''

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