Ex-secretário comparece para depor em Cascavel
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quarta-feira, 10 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O ex-secretário de Indústria e Comércio de Cascavel, Marco Aurélio Beck Lima, esteve ontem no Fórum para depor na 1ª Vara Criminal de Cascavel, dois dias depois de ter sua prisão preventiva pedida pelo promotor de Justiça, Marcelo Balzer Correia. Beck Lima foi denunciado, em dezembro do ano passado, por peculato em função de possíveis irregularidades cometidas no Instituto de Previdência do Município de Cascavel (IPMC).
O ex-secretário e o ex-encarregado financeiro do instituto, Cléber Vicente, são acusados de desviar ou se apropriar de dinheiro público, além do uso de documentos falsos. Eles são acusados da troca de R$ 85 mil em cheques do IPMC por dólares. Além deles, o ex-presidente do instituto, José Jesus Lopes Viegas, foi denunciado por peculato culposo, por ter assinado os cheques sem solicitação de notas fiscais.
Em seu depoimento ao juiz Moacir Dalla Costa, da 1ª Vara Criminal, Beck Lima disse que em nenhum momento esteve foragido de Cascavel, como havia informado o promotor de Justiça. Ele garantiu que decidiu ir ao Fórum ''de livre e espontânea vontade'' e negou qualquer participação na troca de cheques por dólares. ''O processo continua e tenho certeza que brevemente todos saberão que sou inocente'', disse.
Segundo o promotor Marcelo Correia, em diversas oportunidades o ex-secretário não foi encontrado para ser citado a comparecer na audiência. Sobre o depoimento de Beck Lima, ele disse que não houve novidade. ''Já era esperado que ele negaria qualquer participação na fraude. Mas vamos continuar trabalhando e comprovar que ele era o mentor de todo o processo de troca de cheques'', comentou.
O juiz Moacir Dalla Costa, que havia concedido um prazo de três dias para que Beck Lima comparecesse à audiência - ou então, acataria o pedido de prisão - ontem não quis fazer qualquer comentário sobre o depoimento e o andamento do processo e nem adiantar o que vai decidir sobre a solicitação. Na esfera cível, os três acusados respondem processos por improbidade administrativa.


