O ex-procurador jurídico da Prefeitura de Londrina Fidélis Canguçu, completa hoje 30 dias na prisão. Ele foi detido em 10 de maio, data em que foi deflagrada a operação Antissepsia pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Canguçu estava com R$ 20 mil no dia prisão, que seriam objeto de propina paga pelo Instituto Gálatas, organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). Ele teria recebido pelo menos R$ 115 mil desta Oscip e do Instituto Atlântico, também investigado na operação.
Ao lado de outras 14 pessoas, incluindo sua mulher, Canguçu foi denunciado por crimes de formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva. O advogado do ex-procurador, Fernando Henrique de Oliveira, impetrou novo habeas corpus - o terceiro - mas ainda não foi julgado. Vinte e três pessoas foram indiciadas na operação e apenas duas prisões não foram cumpridas, já que os suspeitos - o publicitário Ruy Nogueira Netto e o biólogo Ricardo Ramirez - permaneceram foragidos e tiveram a prisão revogada. Na terça-feira, ao julgar embargos de declaração, o desembargador da 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, Lídio José Rotoli de Macedo, não concedeu salvo-conduto a Nogueira.
Também permanecem presos o advogado Alessandro Magno Martins, os contadores Flávio Martins (em prisão domiciliar devido à sua condição de saúde) e Antonio Carlos Martins, o ex-conselheiro de saúde, Joel Tadeu Correia, e o lobista Juan Carlos Monastério Mattos Dias.(L.C.)

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