Abuso de poder no IAP
A Justiça condenou o ex-presidente do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) Luiz Tarcísio Mossato Pinto por abuso de poder. De acordo com investigação da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, entre 2013 e 2014 ele transferiu para outra cidade e afastou das funções de fiscalização servidor que havia autuado diversas empresas por irregularidades ambientais em Paranaguá, no litoral do Estado. A condenação é uma resposta à ação civil pública por improbidade administrativa ajuizada pelo MP (Ministério Público) do Paraná.

Harmonia na transição
Apesar das trocas de acusações que permearam a campanha eleitoral de ambos ao Palácio Iguaçu, a governadora Cida Borghetti (PP) e o governador eleito Ratinho Jr. (PSD) prometem um clima "harmônico" durante o processo de transição. Segundo a Agência Estadual de Notícias, órgão de comunicação oficial do Palácio Iguaçu, Cida anunciou que vai editar um decreto para o processo de transição do governo. "O decreto estabelecerá um processo transparente e harmônico", afirmou a governadora em reunião com sua equipe nesta terça-feira (16).

Colaboração total
O decerto estadual está sendo elaborado pela Casa Civil. "A equipe de nosso governo será totalmente colaborativa", assegurou Cida Borghetti, que pediu agilidade na execução de projetos ainda em andamento. O início da transição está marcado para o dia 3 de dezembro e vai envolver representantes das secretarias de Estado e indicados por Ratinho Jr.

Mamãe Maria Victoria
A deputada estadual Maria Victoria (PP), filha do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) e da governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), está grávida de uma menina. A primeira filha da parlamentar e do advogado Diego Campos deve nascer em abril e irá se chamar Maria Antônia. Na sessão de ontem da AL (Assembleia Legislativa), o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), parabenizou a colega.

Pedro Lupion
Traiano também deu os parabéns ao deputado estadual Pedro Lupion (DEM), cuja esposa está grávida do terceiro filho do casal. O anúncio duplo do tucano, contudo, gerou risos no plenário. Lupion precisou se explicar para, em suas palavras, não "causar problemas em casa".

Parlamentares na mira da Justiça
Levantamento realizado pela ONG Ranking dos Políticos, que atua na fiscalização da gestão dos parlamentares brasileiros, aponta que os atuais deputados federais e senadores possuem, somados, 1.274 inquéritos e processos judiciais envolvendo ações de sua vida pública. A bancada campeã é a de São Paulo, que responde a 200 processos judiciais, seguida por Minas Gerais, com 100, Santa Catarina (86) e Rio de Janeiro (81). As informações foram coletadas no Portal da Transparência e sites dos Tribunais de Justiça. O Paraná está em 20º no ranking, com 33 parlamentares respondendo a 51 processos, o que dá uma média de 1,55.

Os crimes mais comuns
Apenas com as práticas de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha são 42 inquéritos e processos em andamento, no total. Entre os investigados que aparecem na relação estão os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR),
Fernando Collor (PTC/AL), Renan Calheiros (MDB/Alagoas), José Serra (PSDB/SP), Eunício Oliveira (MDB/CE), Edison Lobão (MDB/Maranhão), Aécio Neves (PSDB/MG) e Antonio Anastasia (PSDB/MG), além de deputados federais.

No rádio, Haddad diz que pré-sal é 'bênção'
No programa eleitoral no rádio desta terça-feira (16), a campanha de Fernando Haddad (PT) criticou o adversário Jair Bolsonaro (PSL), a quem acusou de ser entreguista. "Eles estão de olhos na Petrobras, na Embraer e na Amazônia", disse a peça petista. O programa pediu que eleitores parassem para pensar que votar no Bolsonaro pelo antipetismo pode ser uma armadilha, pois o capitão reformado tem um "pacote completo de maldade". Haddad disse que o adversário quer vender recursos brasileiros, como as reservas de petróleo pré-sal, que chamou de "bênção de Deus". Ao final, o programa disse que a candidatura petista representava quem não defende "nem ditadura e nem tortura".

E Bolsonaro defende redes sociais
O candidato Jair Bolsonaro (PSL), por sua vez, lembrou das visitas de Fernando Haddad ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. "O PT quer fazer você esquecer o Lula por um tempo, até o vermelho está escondendo. Haddad é o PT e isso o Brasil não quer mais", dizia o locutor, reforçando o antipetismo. A peça também fez um elogio às mudanças nos meios de comunicação. Disse que a mudança parte das redes sociais, de onde "vêm os apoios mais importantes: os do nosso povo". A campanha de Bolsonaro também defendeu que o eleitor quer mudança e quer votar em um candidato honesto, que dê esperança.

mockup