O ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes prestou depoimento fechado a comissão mista do Senado, ontem na sede do banco em Brasília, com a presença do delegado da Polícia Federal Luís Pontel de Souza e de representante do Ministério Público Federal. O depoimento começou por volta das 14 horas e durou cerca de cinco horas, mas até à noite o conteúdo não foi divulgado.
No Senado, a CPI dos Bancos ouviu ontem o diretor de Fiscalização do BC, Luiz Carlos Alvarez. Ele disse que a Comissão ‘‘não pode fazer denúncias de maneira irresponsável’’. ‘‘Nós não somos a CPI. Quando fazemos uma denúncia temos que provar e apontar os envolvidos’’, declarou, em entrevista coletiva.
Alvarez referia-se ao fato de o senador Pedro Simon (PMDB-RS) ter insinuado, durante sessão da CPI anteontem, que funcionários do BC receberem propinas de bancos. ‘‘A gente não pode fazer como o senador Pedro Simon que disse que um funcionário do BC recebeu alguma coisa. Isso eu repudio. Ele teria a obrigação de dizer os nomes’’, afirmou.
Simon disse no plenário da CPI que ‘‘tem funcionário do BC que ganha grosso’’. Além disso, ele afirmou que BC precisava muito mais ser fiscalizado do que fiscalizar e que a instituição está ‘‘mais do lado dos banqueiros do que do sistema financeiro’’. Por fim, o parlamentar gaúcho pediu a prisão do ‘‘cidadão que tomou essa decisão de socorrer’’ o Banco Marka.

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