Brasília - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem estar indignado com a reportagem da revista ''Veja'' na qual o ministro do Supremo Tribunal Federal afirma ter ouvido do petista pedido de adiamento do julgamento do mensalão. ''Meu sentimento é de indignação'', afirmou o ex-presidente em nota.
Segundo a revista, Mendes relatou que, em encontro em abril, Lula propôs blindar qualquer investigação sobre ele na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em troca, o ministro apoiaria o adiamento do julgamento.
De acordo com a nota de Lula, a versão da revista sobre o teor da conversa é inverídica. O ex-presidente afirma que nunca interferiu em decisões do Supremo e da Procuradoria-Geral da República nos oito anos em que foi presidente, inclusive na ação penal do mensalão.
A reunião ocorreu no escritório de Nelson Jobim, ex-ministro do governo Lula e ex-ministro do Supremo. Lula disse a Mendes, segundo a ''Veja'', que é ''inconveniente'' julgar o processo agora e chegou a fazer referências a uma viagem a Berlim em que o ministro se encontrou com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), hoje investigado na CPI. Jobim confirmou o encontro em seu escritório, mas negou o teor.
(Folhapress)

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