Ex-presidente da Banestado Leasing depõe na Assembléia
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quarta-feira, 19 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
O secretário de Esporte e Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos, pode perder o cargo se a diretoria do Banestado não conseguir convencer os deputados estaduais de que todas as operações de compra de títulos públicos e de emissão das debêntures da Banestado Leasing foram legais e lucrativas. Essa foi a informação corrente de deputados ligados ao Palácio Iguaçu, durante todo o dia de ontem, na Assembléia Legislativa. Santos é ex-presidente da Banestado Leasing e comandou as operações que são alvo de denúncias de irregularidades.
Conforme um desses deputados, foi esse o acordo entre o governo e os líderes da bancada, fechado ontem mesmo, na véspera da sessão secreta da Assembléia Legislativa que vai sabatinar toda a direção do banco, a respeito das notícias dando conta de envolvimento da instituição em operações de compra de títulos públicos e venda de debêntures.
A questão em torno de Magalhães dos Santos já vem sendo discutida há dias entre o Palácio Iguaçu e a Assembléia Legislativa. O governo não pretende permitir que eventuais erros operacionais na Leasing, como falta de garantias nos contratos de leasing e supervalorização dos bens arrendados, causem prejuízos políticos diretos a ele. Como existe um distanciamento administrativo entre o governo e a diretoria da Banestado Leasing, a bancada de apoio elegeu o ex-presidente da empresa para o sacrifício.
A escolha de Magalhães dos Santos faz parte de um plano do governo. A primeira missão da bancada de apoio é a de tentar esclarecer todos os fatos, sem comprometer qualquer instituição ligada ao governo. Mas os governistas sabem que o deputado Ângelo Vanhoni (PT) retornou ontem de Brasília com documentos do Banco Central que mostram os caminhos percorridos pelos títulos públicos comprados pela Banestado Corretora e pelas debêntures da Banestado Leasing.


