O ex-presidente Fernando Collor de Mello confirmou ontem a conversa que teve com o senador Djalma Falcão (PMDB-AL), mas negou ter dito que o ex-presidente do Banco do Brasil Lafayete Coutinho teria os documentos que comprovariam o envolvimento de integrantes do governo com uma empresa ‘‘fantasma’’ das Ilhas Cayman.
‘‘Venho ouvindo à boca miúda, desde o início do governo Fernando Henrique Cardoso, que ele e alguns de seus ministros estariam envolvidos em uma falcatrua grande. Mas com o Lafayete Coutinho não falo há mais de três anos’’, afirmou. Collor disse que pediu ao senador que tentasse conseguir os documentos para fazer as denúncias no plenário do Senado e não que tenha indicado amigos que estavam com os documentos, como disse Falcão em discurso ontem na tribuna do Senado.
‘‘Se eu tivesse os documentos ou acesso a eles, eu mesmo faria a denúncia’’, afirmou Collor. O ex-presidente pediu a entrada da Polícia Federal no caso. Ele disse achar ‘‘estranho’’ que o presidente e ministros se reúnam para falar sobre grampos telefônicos sem que seja revelado o teor das gravações. ‘‘Ao se reunir para fazer uma avaliação das conversas, parece que FHC e seus ministros estão fazendo esforço de memória para saber se falaram demais. Então, criam uma expectativa na população, que precisa conhecer o teor das fitas’’, afirmou.Arquivo FolhaOrelhaCollor: ‘‘Venho ouvindo à boca miúda que ele e seus ministros estariam envolvidos em uma falcatrua grande’’Ari Cipola
Agência Folha

mockup