Ex-prefeitos aguardam por 'chamado' de Requião
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terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Derrotados nas urnas ou impedidos de concorrer ao terceiro mandato, os prefeitos aliados do governador Roberto Requião (PMDB) vivem a expectativa de uma nomeação para um cargo na administração estadual. Embora essa acomodação não tenha data para ocorrer, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) garante que ela pode ocorrer nos próximos dias.
''É uma decisão pessoal do Requião. Ele indicou a vontade de prestigiar os companheiros que deixaram as prefeituras e isso não precisa esperar o mês que vem, como cogitam. É só ver o caso da indicação do novo presidente da Copel (Rubens Ghilardi), que muitos achavam que só ia ocorrer depois do Carnaval'', destacou Pessuti, referindo-se ao anúncio feito na semana passada por Requião em reunião do Conselho de Administração da Copel.
Pelo menos quatro ex-prefeitos peemedebistas estariam na fila para receber um cargo, embora neguem ter sido convidados para evitar constrangimentos ao governador: Bete Pavin (Colombo), Sâmis da Silva (Foz do Iguaçu), Paulo Furiatti (Lapa) e Nedson Karan (São José dos Pinhais). ''São nomes que podem ser aproveitados, mas o governador está analisando a questão com toda a cautela'', lembrou Pessuti.
Um quinto nome, porém, pode gerar uma certa polêmica: o ex-prefeito de Ponta Grossa, Péricles de Holleben Mello (PT) também é citado por Pessuti como um prefeito que pode ganhar um cargo. O PT, porém, emitiu uma orientação em dezembro a todos os ocupantes de cargos no governo para que deixem suas funções. Uma eventual nomeação poderia azedar ainda mais a relação entre as duas siglas.
Para o presidente estadual do PT, André Vargas, um eventual convite deveria ser recusado por Péricles. ''Se temos uma orientação para que nossos filiados saiam do governo, é óbvio que isso inclui também não entrar. Até agora estamos apenas orientando os filiados a deixarem o governo na base do diálogo, mas nada impede que essa resolução fique mais drástica, com uma determinação taxativa'', afirmou Vargas.
Péricles nega ter sido convidado até o momento, mas ressalta que não se sentiria impedido de aceitar um convite apesar da orientação do PT. ''Todos sabem que sou amigo e aliado do Requião, que em 1996 interveio no PMDB para declarar apoio à minha candidatura a prefeitura. Apesar da orientação, que não é taxativa, eu não teria problemas em tomar a decisão que minha consciência mandar'', salientou.


