Candidato declarado ao governo do Estado, Maluf passou por constrangimento logo ao chegar ao MP em São Paulo, por volta das 13h30. Sorrindo e acenando para as câmeras de TV na entrada do prédio, ele escapou por pouco de ser atingido por um ovo atirado pelo pesquisador Juarez dos Santos. O ovo acertou a calçada e o sapato de Eduardo Anastasi, assessor político do ex-prefeito.
Ao contrário de sua mulher, Sylvia, sua nora, Jacqueline, e seus filhos Lina, Lígia e Otávio, que depuseram na semana passada, Maluf e seu filho Flávio, que prestaram depoimento ontem, tiveram negado o acesso à garagem do MP. Oficialmente, foi alegado que as vagas estariam à disposição da Escola Superior do Ministério Público e não poderiam ser usadas por terceiros.
A restrição, entretanto, foi uma reação da direção do prédio às notas divulgadas por Maluf nos últimos dias com críticas à atuação dos promotores, comparados a carrascos nazistas. Foi revista, porém, a pedido do criminalista José Roberto Leal, chamado às pressas para acompanhar seu cliente à PF. No depoimento ao promotor Sílvio Marques, Maluf era assistido pelo advogado Ricardo Tosto.
Durante rápida entrevista que concedeu em seu escritório, por volta das 17h20, Maluf repetiu os termos das declarações feitas por ele, minutos antes, quando saiu do prédio da PF. Ele afirmou que a decisão de levá-lo a depor sob escolta policial foi um ato arbitrário. ''Isto foi uma armação dos tucanos, que têm medo de mim nas eleições'', disse.

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